Às vezes fico pensando no quanto poderia ter dito e acabei por ficar calada. Não por falta de coragem, tampouco por medo: calei-me muitas vezes por compaixão.
Calei-me porque sabia, no fundo, que minhas palavras, apesar de serem sinceras, não causariam uma boa impressão. Ou, então, que provocariam uma sensação não muito agradável ao ouvinte. Calei-me porque eu não gostaria de ouvi-las, e talvez nem de pronunciá-las.
Se sinto por isso? Obviamente não. O silêncio por si só já diz mais do que o necessário, basta um tempo para interpretá-lo. Não vale a pena pronunciar palavras que não contenham sua própria magia: sem encanto, elas não valem nada. E quando as palavras perdem sua essência principal, o mundo a perde também.



E quantas vezes também eu me calei... Muitas vezes, de fato é o melhor.
ResponderExcluiroi, oi.
ResponderExcluireu já perdi as contas de quantas vezes preferi calar à expor o que penso. mas, sabe, é a melhor coisa. nem sempre devemos dizer o que veem à nossa mente. saber filtrar tudo o que pensamos é uma dádiva.
bjs!
Não me venha com desculpas
bah, é difícil, mas sim, muitas vezes é o melhor, há muitas palavras vazias já por aí, e por mais que em algum momento sentimos a vontade de proferir algo, a ocasião ou o fato não valem a pena.
ResponderExcluirxoxo